"A liberdade nunca está mais do que uma geração de distância da extinção. Nós não a passamos aos nossos filhos na corrente sanguínea. Ela deve ser protegida e entregue para que eles façam o mesmo, ou um dia vamos passar anos dizendo aos nossos filhos e aos filhos de nossos filhos como era nos Estados Unidos, onde os homens eram livres" (Ronald Reagan).
Basta que uma geração abra mão da sua liberdade para que ela, a liberdade, passe a ser apenas um sonho.
2022 chegou trazendo consigo um caminhão de incertezas.
Talvez tenhamos que pagar diretos autorais aos detentores exclusivos das palavras ciência, democracia, vida. Os donos da verdade.
"Verdade" é outra palavra que alguns parecem querer registrar em cartório como sua. O STF, que em um julgamento apertado para saber se um parlamentar poderia ou não ser reconduzido ao cargo a frase "é VEDADA a recondução..." gerou dúvidas, já decidiu que não sabe muito sobre verdades, mas que ele tem o monopólio das mentiras - ou fake-news, como o tribunal gosta de usar quando manda prender alguém- e que irá punir quem usá-las sem sua prévia autorização. E não importa se tem ou não uma lei sobre isso. A lei é o STF.
E com o aval desse poder supremo, vimos a tirania proliferar pelas cidades do nosso país, com prefeitos decretando prisão de pessoas que não cometeram crime algum, polícia lacrando casas, até residência, numa afronta aos direitos inalienáveis do cidadão.
E para completar o cerco à liberdade, nasce o Passaporte Fascista. Sem esse passaporte, quem ontem era cidadão, hoje não é mais. Não poderá se matricular, acessar dependências públicas, nem mesmo hospitais, como no estado da Bahia.
Estamos andando a passos largos para um regime só mencionado no livro 1984, de George Orwell. Como no romance, já vivenciamos delatores próximos, como membros da família e colegas de trabalho aplaudindo até demissão de antigos amigos do peito que se recusam a aderir ao regime.
Que esta geração não contribua para a extinção da nossa liberdade.
Tomara que neste ano os pensamentos antagônicos sejam expressos com liberdade para que, na análise do contraditório, se possa podar os vieses ideológicos e moldar uma conclusão próxima da verdade.
Isso é Democracia (perdão aos donos pelo uso da palavra).
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