A estudante secundarista de 16 anos, Ana Júlia, foi à
tribuna da Assembleia Legislativa do Paraná para pedir socorro.
A jovem iniciou seu discurso citando justamente a lei que a
protege. Quando cita o Estatuto da Criança e do Adolescente, lembra aos
espectadores de que ela é incapaz de se defender sozinha, que precisa da
proteção dos responsáveis por ela. Onde estão seus defensores? Por ser incapaz,
ela não sabe se deve ou não ocupar o espaço público onde estuda, mas aprendeu
durante a ocupação que isso é legal, é legítimo.
Perdida na incerteza sobre o que é certo e o que é errado,
ela se apega ao muito que aprendeu no pouco tempo em que ficou reunida com seus
colegas, sendo instruída por detrás dos muros da escola, longe daqueles que
deveriam protegê-la, e perto daqueles que pretendem usá-la (e que agora se deleitam com a repercussão do vídeo da menor).
Chocada e ainda confusa pela loucura de ter visto um colega
transformar-se em assassino de outro colega, Ana Júlia estende a mão, chorando,
clamando por socorro. Deixa claro que se nada for feito, será arrastada para o
mundo sombrio que ela acabou de conhecer nas palavras daqueles que, como uma milícia, substituem seus pais e seus professores e lhe apresentam uma nova
droga: a política radical.
As palavras da adolescente que tomou conta das redes sociais podem
ser assim resumidas: VEJAM COMO EU ESTOU AGORA, EM POUCOS DIAS DE DOUTRINAÇÃO!
VEJAM O QUE ESTÃO FAZENDO CONOSCO DENTRO DAS ESCOLAS OCUPADAS!
SALVEM-NOS!

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