Neste domingo, 01 de agosto, acontecem manifestações por todo o Brasil a favor do voto eletrônico auditável.
Depois da interferência do ministro Roberto Barroso na comissão que avalia a implementação da impressão do voto na eleição de 2022, o presidente da República, Jair Bolsonaro, fez uma live mostrando evidências de inúmeras fraudes ocorridas nas eleições com uso das urnas eletrônicas inauditáveis, além de tecer duras críticas ao STF, em especial ao ministro Barroso, que é também o presidente do TSE, Tribunal Superior Eleitoral.
As manifestações, que estavam programadas havia dias, ganharam força com esse episódio. Os manifestantes, apoiadores do governo, viram no movimento de Barroso uma interferência indevida e suspeita no processo. Depois que o ministro se reuniu com presidentes de partidos políticos, vários membros da comissão que eram a favor da impressão dos votos foram trocados por outros que são contra, inviabilizando a aprovação e a consequente tramitação do projeto no plenário da Câmara dos Deputados.
A impressão dos votos tem sido uma bandeira de Jair Bolsonaro desde o tempo em que era deputado, agora, mesmo depois de eleito presidente pelo mesmo processo que sempre criticou, a melhoria do sistema tem sido sua obsessão. E com razão.
Por mais que o TSE tente convencer a população de que o sistema de votação é seguro, aquele candidato que não não teve nenhum voto apesar de uma família inteira ter afirmado que votou nele, não vai acreditar. E é preciso confiança no sistema eleitoral para que o cidadão exerça com segurança seu principal ato democrático. E o comprovante físico do voto traz essa segurança.
Hoje o povo dará seu recado.

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