Justiça suspende contribuição dos funcionários dos Correios para cobrir rombo de mais de 5 bilhões no plano de previdência.
A Justiça mandou suspender as contribuições extras dos
participantes do Postalis, fundo de pensão dos funcionários dos Correios, para
o equacionamento do déficit de R$ 5,6 bilhões.
A juíza Ana Carolina Ferreira Ogata, da 1ª vara cível do
Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), acatou o
pedido da Associação dos Profissionais dos Correios (ADCAP) para impedir,
preliminarmente, que houvesse o primeiro dos 186 descontos mensais previstos já
no contracheque de abril.
As contribuições extras foram determinadas aos funcionários,
aposentados e pensionistas para resolver o rombo do plano
de benefício definido (BD). Foi decidido que o desconto mensal seria de 25,98% do valor da aposentadoria, da pensão ou do valor previsto para
o benefício - no caso dos 71 mil funcionários da ativa.
A juíza acatou os argumentos da ADCAP de que há indícios de
que o déficit tem origem em atos de má gestão de investimentos. Do rombo de R$
5,6 bilhões, R$ 1,7 bilhão é consequência de mudanças na expectativa de
mortalidade e na taxa de juros, R$ 2,7 bilhões são derivados da má performance
dos investimentos e R$ 1 bilhão é resultado de uma dívida dos Correios com o
plano.
De acordo com a juíza, a "possibilidade iminente de
restrição onerosa dos benefícios dos participantes e assistidos" provoca
"grande instabilidade nas finanças pessoais de cada afetado, sem qualquer
demonstração de que este é o único meio eficaz para equacionar o déficit
apresentado pelo requerido".
O parecer da magistrada não altera as contribuições que a
patrocinadora precisa fazer para cobrir o rombo no plano de benefício definido.
A medida é cautelar e o mérito será julgado em 30 dias. Para o advogado
Maurício Lorenzo, da ADCAP, a medida é uma "vitória".
Fonte: Época

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