Feira de Santana, cidade baiana com mais de 700 mil habitante, localizada a 110 km da capital, Salvador, vive um caos no transporte público. As duas empresas - de um mesmo dono - que serviam à população, decidiram encerrar as atividades no domingo passado, dia 16.
Apesar de o contrato de prestação vigorar até dia 31 de agosto e de haver promessa de prorrogação por mais seis meses, os empresários nitidamente fazem retaliação por não terem participado do novo processo licitatório em que saíram vencedoras duas empresas do interior de São Paulo.
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| Terminal de transbordo Norte |
Dos 288 veículos que circulavam pela cidade, apenas 2 (dois) foram aprovados pela vistoria do Ministério Público meses atrás. O estado precário dos ônibus combina perfeitamente com as acomodações dos terminais sucateados da cidade, onde a população se amontoa por horas à espera da lata velha, suja e barulhenta, na qual embarcará em sua perigosa aventura.
Agora a população não conta sequer com esses ferros velhos chamados de ônibus para se locomover pelos pontos da cidade, tendo que recorrer à clandestinidade do transporte particular, se arriscar na garupa das motos irregulares ou arcar com os custos dos táxis.
| José Ronaldo |
O desrespeito e o descaso do poder público com a população não podem nem devem ficar impunes.
Empresários inescrupulosos que visam apenas o lucro, debocham do povo, a quem deveriam entregar um serviço com a qualidade prometida no ato do contrato; governantes omisso, que deveriam fiscalizar o cumprimento dos serviços pagos com dinheiro do povo, se prendem a conchavos ocultos que os impedem de aplicar as punições previstas pela quebra de contrato.
A essa população que não tem nem o transporte básico, o prefeito José Ronaldo(DEM), promete um transporte de primeiro mundo, em sua cara propaganda de TV.
As árvores já estão sendo arrancadas do caminho por onde passará o corredor exclusivo do progresso feirense.

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