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PT, UM PARTIDO ÉTICO.

Lula
O Partido dos Trabalhadores, desde sempre, tem a ética como base dos seus discursos. Houve um tempo em que a simples suspeita de um desvio por parte dos seus integrantes seria suficiente para ações drásticas. Luíza Erundina, eleita prefeita de São Paulo de forma surpreendente, se viu pressionada a se desfiliar do partido depois das suspeitas de irregularidades em sua prestação de contas. A ex-prefeita só não teve seus bens apreendidos porque seu único bem era a casa onde morava. O PT não defendia suspeitos, o PT punia, tirando toda e qualquer chance de ter sua estrela manchada por uma suspeita de crime.
Recentemente o partido lançou uma cartilha mais flexível, onde diz que todo filiado julgado e condenado por crimes será expulso do partido. Mas isso só vale para os novos criminosos, porque os antigos precisam ser convencido a se desfiliarem. E Lula está tentando a desfiliação do seu mais ilustre criminoso: José Dirceu. As novas suspeitas - suspeitas, fique bem claro - de crimes do ex-ministro da Casa Civil estão desgastando ainda mais a sigla. 
Caso o ex-presidente consiga convencê-lo a sair, Dirceu poderá usar os mesmos argumentos para pedir a desfiliação de Lula, caso este seja condenado por formação de quadrilha, corrupção, lavagem de dinheiro, extorsão, desvio de dinheiro público... 
Mas Lula é Lula. Lula é o cara. E até que seja julgado e condenado, todas as evidências e suspeitas poderão ser abafadas simplesmente comparando-as com as suspeitas e evidências dos crimes cometidos por Fernando Henrique Cardoso. 
Exceto a suspeita de crime de mandante de assassinato, é claro.

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