O ministro João Pedro Correia Costa, diretor do Departamento de Comunicação e Documentação (DCD) do Itamarati, está tentando evitar que documentos que deveriam ser de conhecimento público e que tratam do envolvimento do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva com a empreiteira Odebrecht possam ser acessados pela imprensa.
Depois que um jornalista fez ao DCD um pedido de acesso aos documentos, baseado na Lei de Acesso a Informação, Corrêa lançou um memorando sugerindo a colegas do Itamarati que tornem "secretos" os documentos que são apenas "reservados".
O pedido de informação partiu do jornalista Filipe Coutinho, da revista Época. Ele não cita Lula, mas pede todos os telegramas e despachos que contam a Odebrecht e que, por lei, já deveriam ser de conhecimento público. O ex-presidente é citado no pedido de "censura prévia" do diretor do DCD:
Depois que um jornalista fez ao DCD um pedido de acesso aos documentos, baseado na Lei de Acesso a Informação, Corrêa lançou um memorando sugerindo a colegas do Itamarati que tornem "secretos" os documentos que são apenas "reservados".
O pedido de informação partiu do jornalista Filipe Coutinho, da revista Época. Ele não cita Lula, mas pede todos os telegramas e despachos que contam a Odebrecht e que, por lei, já deveriam ser de conhecimento público. O ex-presidente é citado no pedido de "censura prévia" do diretor do DCD:
“Nos termos da Lei de Acesso, estes documentos já seriam de
livre acesso público. Não obstante, dado ao fato de o referido jornalista já
ter produzido matérias sobre a empresa Odebrecht e um suposto envolvimento do
ex-presidente Lula em seus negócios internacionais, muito agradeceria a Vossa
Excelência reavaliar a anexa coleção de documentos e determinar se há, ou não,
necessidade de sua reclassificação para o grau de secreto”.
Fonte: O Globo

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