Aposentado dado como morto chega no meio do próprio velório
em Vitória da Conquista
O velório seguia lotado e já estava perto do fim quando o
aposentado João Marcos Ribeiro, 60 anos, que todos pensavam estar dentro do
caixão, apareceu para espanto de todos. A confusão que fez toda a família do
aposentado velar o corpo de outra pessoa começou na noite de sexta (7) e só
chegou ao fim na tarde deste sábado (8), em Vitória da Conquista.
"Estava todo mundo triste, achando que ele estava
morto, quando meu irmão chegou trazendo meu pai. Foi mais choro ainda",
contou o auxiliar de serviços gerais Geraldo Ribeiro, filho
do falso morto. "Bem que a gente desconfiou que o homem que estava no
caixão tinha um sinal no rosto. Pai nunca teve sinal nenhum", disse
aliviado.
A confusão aconteceu depois que um homem foi atropelado
próximo ao shopping Conquista Sul na tarde de sexta-feira (8) e todos pensaram
se tratar do seu João. Um dos filhos dele chegou a ir ao Instituto Médico Legal
(IML) para reconhecer o corpo, mas o local já estava fechado.
Seu João e o caixão na sala de casa durante o seu próprio
velório
Na manhã de hoje, acreditando na informação que já havia se
espalhado entre os conhecidos de seu João, e sem que ninguém tivesse
reconhecido o corpo, a família organizou o velório, comprou o caixão e reuniu
os cinco filhos e outros parentes. Mesmo separado, a ex-mulher do aposentado
abriu a casa para receber o caixão do ex como última honraria.
O mistério só começou a ser resolvido quando abriram a tampa
do caixão. Um sinal no rosto do falecido despertou a dúvida dos amigos e
familiares. Enquanto uns teimavam em chamar o falecido de João, outros
duvidaram. "Eu mesmo achei que não fosse, mas como tinha gente dizendo ter
certeza de que era meu pai, fiquei na dúvida", contou Gilberto. Enquanto
isso, o funcionário da funerária teimava que o falecido era seu João e que não
levaria o caixão de volta para o IML.
Desconfiado, um dos filhos de seu João decidiu sair à
procura do pai pela cidade. Seu João, enfim, foi encontrado na Casa do
Andarilho, local onde moradores de rua e outras pessoas costumam passar a
noite. "Quando meu pai chegou foi tanto choro. Mais ainda do que
antes", disse Gilberto.
Caixão, coroas de flores e velas foram devolvidas.
"Logo que meu pai chegou, a funerária já foi levando o corpo do homem de
volta. Nem sabemos quem é ele", disse Gilberto.
Fotos: Blog do Anderson

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