Pular para o conteúdo principal

9 em cada 10 alunos concluem o ensino fundamental sem aprender o necessário para entrar no ensino médio.


Levantamento feito pelo movimento Todos Pela Educação aponta que os alunos das escolas públicas entre o 5º e 9º anos não adquirem os conhecimentos necessários para ingressarem no ensino médio.
É um dado alarmante face a um mercado de trabalho cada dia mais competitivo.
A grandeza de um país se mede pela qualidade da sua educação. Podemos ver que o Brasil, ao menos no que se refere a educação pública, cresceu bem pouco nesse governo que diz "continuar crescendo."

Veja trechos da BBC Brasil:


As escolas públicas brasileiras não têm conseguido fazer com que seus alunos absorvam o conhecimento adequado às séries que estão cursando, aponta um levantamento divulgado nesta quinta-feira pelo movimento Todos Pela Educação (TPE), com base no desempenho dos alunos no 5º e 9º anos do ensino fundamental.
O estudo viu que no 9º ano, o último do ensino fundamental, a maior parte dos alunos não está sendo capaz de entender textos narrativos longos e com vocabulários complexos, não consegue resolver problemas matemáticos ou usar porcentagens e medidas padronizadas (como km e kg), o que seria esperado nessa etapa, segundo métricas do próprio governo.
E essa adequação - do que eles aprenderam para o que deveriam ter aprendido - não tem evoluído conforme o esperado; em alguns casos, estagnou ou mesmo recuou.
Segundo o levantamento, feito a partir da comparação de notas do exame nacional Prova Brasil com metas - expectativas de notas - específicas à realidade de cada cidade estudada, apenas 10,8% dos municípios têm alunos com o aprendizado adequado ao que se espera no 9º ano (contra 28% em 2011) em matemática. Em português, esse percentual é de 30% (contra 55% em 2011).
A avaliação do TPE usa dados das notas de matemática e português do Prova Brasil de 2013. O movimento também estabeleceu metas (não oficiais) para os municípios, levando em conta o patamar da educação em cada um deles. O objetivo do movimento é que, a partir do cumprimento dessas metas, ao menos 70% dos alunos brasileiros estejam com aprendizado adequado ao seu ano até 2022.
No que diz respeito ao 5º ano do ensino fundamental, a avaliação constatou que apenas 48% dos alunos tinham, em 2013, conhecimento adequado em português (índice semelhante ao de 2011) e 61,7% tinham conhecimento adequado em matemática (contra 69% em 2011).

"Nas eleições, o debate girou em torno da aprovação (automática) ou não dos alunos, mas o que temos de lembrar é que tanto a aprovação quanto a reprovação podem levar o aluno a abandonar a escola se ele não aprender", diz a coordenadora do TPE.

Leia a reportagem inteira clicando aqui

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

ORIGEM DA LITERATURA DE CORDEL.

A partir do século XVIII, os folhetos de feira, chamados em Portugal de "folhas volantes" ou "folhas soltas", passaram a ser conhecidos também como literatura de cego, devido a uma lei promulgada por Dom João V, autorizando o comércio dos folhetos pela Irmandade dos Homens Cegos de Lisboa. Na Espanha e nos países de língua espanhola da América Latina, os folhetos de cordel são conhecidos como "pliegos sueltos" e também são chamados de "hojas" e "corridos". Especialmente na Argentina, México, Nicarágua e Peru, usando temas semelhantes aos da literatura de cordel nordestina. Na Alemanha, com a maior parte do conteúdo em prosa, eram impressos nas tipografias e vendidos nos mais diversos lugares, como universidades, igrejas, feiras, mercados, etc., com ilustrações em xilogravuras. Era comum haver indicação de melodia para o acompanhamento do folheto em versos. Há comprovação de que na Holanda do século XVII, havia o...

MÉDICA RECUSA-SE A ATENDER IDOSO DE 91 ANOS. Médica de Ruy Barbosa, na Bahia, nega atendimento a idoso com braço quebrado.

O descaso com a saúde pública é algo corriqueiro. Nas grandes ou pequenas cidade não é difícil encontrar um caso de mazela, seja por falta de leitos, de remédios ou de profissional de plantão. Ma este caso ocorrido em Ruy Barbosa na Bahia, terra natal de Otto Alencar, vice-governador e o médico mais ilustre que a cidade já teve, não tem explicação lógica. No domingo, dia 19, um idoso de 91 anos foi levado de ambulância para a Santa Casa de Misericórdia com um braço quebrado e vomitando, mas a médica de plantão recusou-se a atendê-lo. O paciente, Sr. Zeca, estava com o atendimento marcado para o dia seguinte com o médico Rodriguinho, mas pelo seu estado frágil e a desidratação causada pelos vômitos e o calor de quase quarenta graus, necessitava de uma avaliação médica imediata. Mas a médica, Dra. Josele Silva, com seus anos de experiência em medicina e seu gosto apurado por música alta, não viu assim. Deixou o paciente aguardando gemendo dentro da ambulância. Inconformada com a...

APLICATIVO BRASILEIRO É PREMIADO NA CAMPUS PARTY. Criado para evitar tragédias, o Fi - Guardian foi o único projeto brasileiro a ser premiado na feira.

Nascido depois da tragédia da região Serrana do Rio de Janeiro, em 2011, um conjunto de soluções informatizadas brasileiro para evitar catástrofes e emitir alertas sobre elas foi o vencedor do Desafio Fi-Ware, realizado na Campus Party 2014. O grupo levou para casa neste sábado (1) um prêmio de 75 mil euros, aproximadamente R$ 250 mil.Iniciativa da Comunidade Europeia e de empresas privadas, o Fi-Ware reúne diversas aplicações para facilitar o desenvolvimento de novas ferramentas. Algumas das participantes do consórcio são IBM, Nokia, Siemens e Telefónica, que liberam a programadores alguns de seus serviços. Segundo a equipe do Fi-Guardian, brasileira ganhadora da categoria de Cidades Inteligentes, o desenvolvimento do sistema teria durado até dois anos se não tivesse acesso a esse conjunto de tecnologias. A criação da ferramenta durou um mês. “A IBM tem o sistema chamado Proton, de análise de eventos, que está lá. É como o Lego, que fornece peças para desenvolver soluções a ...