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Gleisi, Dilma e Lula citados na mesma delação.

Lula, Gleisi e Dilma
"É equivocada a leitura de que a presidenta Dilma não foi investigada em decorrência do artigo 86... o texto é claro: ela não foi investigada primeiro porque não há fatos, porque não há indícios, porque não há nada a arquivar", disse o ministro da Justiça, Luiz Eduardo Cardoso, a jornais de São Paulo, neste sábado.

Trecho do depoimento do delator enviado pelos relatores e que acarretou na abertura de inquérito contra a senadora Gleisi Hoffmann (PT-Pr) são mais claros do que a fala do ministro:
"Em complementação ao termo de delação realizada na data de ontem, o declarante gostaria de ressaltar que tanto a presidência da Petrobras quanto o Palácio do Planalto tinham conhecimento da estrutura que envolvia a distribuição de repasse de comissões no âmbito da estatal". 
Explica: 
"Indagado quanto a quem se referia em relação ao termo 'Palácio do Planalto', esclarece que tanto a presidência da República, Casa Civil, Ministro de Minas e energia, tais como Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, Ideli Salvatti, Gleisi Hoffmann, Dilma Rousseff, Antônio Palocci, José Dirceu e Edson Lobão, entre outros relacionados".
Ministro da Justiça

Se o ministro da Justiça fosse mesmo a favor da justiça, "doa a quem doer", não teria feito essa declaração aos jornais.



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