Pular para o conteúdo principal

"Lula está fora", diz Marta Suplicy!

A senadora Marta Suplicy, em sua entrevista publicada no jornal O Estado de S. Paulo deste domingo, 11 de janeiro, critica duramente a presidente Dilma, defende Lula e se mostra prestes a sair do PT.

Vamos tentar entender:
Marta é uma das fundadoras do partido, tem trânsito livre entre a cúpula e amizade a ponto de realizar  reuniões em sua sua própria casa. O que levaria uma integrante tão bem situada no partido a criticar seu governo? 
A explicação mais lógica é viabilizar a vitória de Lula em 2018. 
Não é segredo para ninguém que será muito difícil desviar o pais do caos para o qual caminha. Além da corrupção, que o PT diz não ter nada a ver com isso, o governo terá que acabar também com os "dribles" usados para enganar os órgãos de fiscalização, pois o TCU já investiga as "pedaladas". Sem esses meios de sustentação, como Dilma poderá chegar ao final do seu mandato sem deixar para seu sucessor um país parecido com o Distrito Federal deixado por Agnelo Queiroz? Se não achar um meio legal de botar as contas em dia - e legalidade não é hábito no PT - dificilmente o partido fará sucessor. Nem mesmo sendo Lula o candidato. Para dar continuidade ao seu plano de poder eterno, é preciso agir! Essa entrevista tenta deixar a ideia de que o "chefe" e todos os componentes de bem do partido, como ela própria, Marta, não compactuam com os desmandos da atual presidente do pais. 
"Lula está Fora" disse Marta quando questionada se o ex-presidente ajudaria os atuais ministros.
Assim Lula ressurgiria como o salvador da pátria. Humilde, assumiria o erro de ter apoiado Dilma para presidente, mas que tudo voltaria aos eixos com ele novamente no poder. Ninguém mais se lembrará, como Marta não lembra, que foi no governo dele que surgiu o mensalão e que Dilma era "apenas" presidente do Conselho de Administração da Petrobras quando esta começou a ser roubada.
Um dia depois de publicada a entrevista a cúpula do PT preferiu o silêncio. Vai consultar o "chefe" Lula antes de se pronunciar. Apoiar ou discordar das declarações de Marta Suplicy não é uma questão do convicção, mas de conveniência.

Cliquem aqui para ler trechos da entrevista



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

ORIGEM DA LITERATURA DE CORDEL.

A partir do século XVIII, os folhetos de feira, chamados em Portugal de "folhas volantes" ou "folhas soltas", passaram a ser conhecidos também como literatura de cego, devido a uma lei promulgada por Dom João V, autorizando o comércio dos folhetos pela Irmandade dos Homens Cegos de Lisboa. Na Espanha e nos países de língua espanhola da América Latina, os folhetos de cordel são conhecidos como "pliegos sueltos" e também são chamados de "hojas" e "corridos". Especialmente na Argentina, México, Nicarágua e Peru, usando temas semelhantes aos da literatura de cordel nordestina. Na Alemanha, com a maior parte do conteúdo em prosa, eram impressos nas tipografias e vendidos nos mais diversos lugares, como universidades, igrejas, feiras, mercados, etc., com ilustrações em xilogravuras. Era comum haver indicação de melodia para o acompanhamento do folheto em versos. Há comprovação de que na Holanda do século XVII, havia o...

EDUARDO CUNHA ACUSADO DE EXIGIR PROPINA. Nervoso, Presidente da Câmara vai romper com Dilma.

Eduardo Cunha Acusado de exigir propina de 5 milhões de dólares por um delator, Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, reuniu-se com o vice-presidente da República Michel Temer para anunciar o rompimento de relações com o governo. Disse que a delação foi arquitetada pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot e que é uma “vingança do planalto”. Prometeu uma coletiva para esta sexta feira, 11 horas, quando anunciará o fim da relação. Há dois pontos que gostaria de analisar: 1 - O que significa “romper com o governo”? O presidente da Câmara deveria trabalhar visando o bem geral e não para agradar ou desagradar esta ou aquela vontade do Executivo. Os sentimentos rancorosos de Eduardo Cunha não podem influenciar nas decisões do plenário e prejudicar aprovações de projetos importantes para a sociedade somente para retaliar outro Poder. 2 – A delação premiada é um instrumento usado para facilitar as investigações. Não provar o que diz ou mentir pode não trazer ...

SE NÃO COMPARECER À POSSE, O TERMO ASSINADO POR LULA É ILEGAL.

Falsidade ideológica Art. 299.  Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante. Lula precisa estar presente na posse para que o termo seja considerado válido com a assinatura do ex-presidente.