Em comunicado, a força-tarefa do Ministério Público Federal
destaca que "a investigação sobre o ex-Presidente não constitui juízo de
valor sobre quem ele é ou sobre o significado histórico dessa personalidade,
mas sim um juízo de investigação sobre fatos e atos determinados, que estão sob
suspeita. Dentro de uma república, mesmo pessoas ilustres e poderosas devem
estar sujeitas ao escrutínio judicial quando houver fundada suspeita de
atividade criminosa, a qual se apoia, neste caso, em dezenas de depoimentos e
ampla prova documental".
"Mais recentemente, ainda, surgiram, na investigação,
referências ao nome do ex-Presidente Lula como pessoa cuja atuação foi
relevante para o sucesso da atividade criminosa, tanto no tocante à quitação do
empréstimo obtido pelo Partido dos Trabalhadores junto ao Banco Schahin, por
meio do direcionamento ilícito de contrato da Petrobras ao grupo Schahin, a
pedido de José Carlos Bumlai, como para que um negócio entre OSX e Sete Brasil
se efetivasse. No último caso, há notícia de pagamento de propina que seria
destinada, segundo Bumlai teria informado, para parente do ex-Presidente",
diz comunicado do Ministério Público.
Em decisão que autoriza a investigação, o juiz Sérgio Moro
esclareceu que "embora o ex-presidente mereça todo o respeito, em virtude
da dignidade do cargo que ocupou (sem prejuízo do respeito devido a qualquer
pessoa), isso não significa que está imune à investigação, já que presentes
justificativas para tanto."
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