A Polícia Federal deflagra mais uma fase da operação Lava Jato nesta segunda feira.
Estão sendo cumpridos 11 mandados de prisão temporária, 4 de prisão preventiva, 28 de condução coercitiva e 67 de busca e apreensão no Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia, Piauí e Pernambuco.
O Ministério Público Federal divulgou uma nota explicando a operação:
Estão sendo cumpridos 11 mandados de prisão temporária, 4 de prisão preventiva, 28 de condução coercitiva e 67 de busca e apreensão no Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia, Piauí e Pernambuco.
O Ministério Público Federal divulgou uma nota explicando a operação:
"Estão sendo cumpridos, nesta terça feira, 22 de março,
mandados de prisão, de busca e apreensão e de condução coercitiva para
aprofundar a investigação de possíveis crimes de organização criminosa,
corrupção e lavagem de ativos oriundos de desvios da Petrobras, cometidos por
empresários, profissionais e lavadores de dinheiro ligados ao Grupo Odebrecht.
Em decorrência das buscas e apreensões e de outras diligências realizadas após
a deflagração da 23ª fase da Operação Lava Jato, colheram-se indícios de que foi
instalado dentro da estrutura do Grupo Odebrecht um setor profissionalmente
organizado que era utilizado para pagamentos que incluíam vantagens indevidas a
servidores públicos emrazão de contratos firmados pela Odebrecht, chamado
'setor de operações estruturadas'. Apurou-se que as tratativas acerca dos
pagamentos de vantagens indevidas se estenderam até, pelo menos, novembro de
2015, conforme comprovado por troca de e-mails entre os investigados.
De acordo com as evidências surgidas, este setor tinha dentre
suas missões viabilizar, mediante 'pagamentos paralelos', atividades ilícitas
realizadas em favor da empresa. Para operacionalizar o esquema ilícito, foi
instalado dentro do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht um sistema
informatizado próprio, utilizado para armazenar os dados referentes ao
processamento de pagamentos ilícitos e para permitir a comunicação reservada
entre os executivos e funcionários envolvidos nas tarefas ilícitas. Além disso,
para viabilizar a comunicação secreta entre executivos, funcionários da
Odebrecht e doleiros responsáveis por movimentar os recursos espúrios,
utilizava-se outro programa, em que todos se comunicavam por meio de codinomes.
A partir da análise de e-mails e planilhas apreendidas, apurou-se que pelo menos
14 executivos de outros setores do Grupo Odebrecht, que demandavam “pagamentos
paralelos”, encaminhavam aos funcionários as diversas solicitações de
pagamentos ilícitos, de forma que a contabilidade paralela e a entrega dos
valores espúrios ficassem centralizados nesta estrutura específica. Essas
evidências abrem toda uma nova linha de apuração de pagamento de propinas em
função de variadas obras públicas.
Além disso, a partir das planilhas obtidas e das anotações
contidas no celular de Marcelo Odebrecht, obtiveram-se mais evidências
contundentes de que este, então presidente da Organização Odebrecht, não apenas
tinha conhecimento e anuía com os pagamentos ilícitos,mas também comandava
diretamente o pagamento de algumas vantagens indevidas, como, por exemplo, as
vantagens indevidas repassadas aos publicitários e também investigados Monica
Moura e João Santana".

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