Encontros marcados por redes sociais causam tumulto em shoppings e praças das cidades. Com a grande repercussão, o evento se multiplica país afora.
O sociólogo Rudá Ricci vê o evento como uma afirmação das classes populares. “Na hora em que eles estão em maioria e falam ‘essa praia não é tua, você não é dono’ para o bacana de nariz empinado. É uma forma de você externalizar um sentimento de ressentimento. 'Por que não tenho direito de estar aí? No fundo não temos nenhuma diferença. Sou consumidor, você também'”
E quem disse que são jovens de "classes populares"?
E quem disse que eles não tinham o direito de circular livremente pelos shoppings ou praças?
E quem lhes disse que poderiam impedir os outros de circular livremente durante seus encontros? Ora, o que vemos é uma juventude (de todas as classes) ávida por ação, ociosa e oprimida por uma total falta de cultura, desprovida de objetivos concretos. Falta-lhe a matéria prima para exercer sua criatividade que, reprimida e sem norte, explode em ações insanas!
Essa juventude que hoje vê na figura da justiça somente a venda nos olhos e ignora a espada. Vê presidiário ganhando emprego e podendo cumprir pena em casa; busca no google informações sobre pessoas que ocupam ou ocuparam cargos importantes e descobre que foram guerrilheiros procurados pela justiça e tiveram suas fotos em cartazes de procurados. Então, vai à luta! Tenta aparecer na TV, ainda que seja de circuito interno de segurança. Quem sabe um dia algum do grupo não se torna famoso e importante; terá bom salário e prestígio. Poderá cometer atos ilegais e, caso seja preso, pleitear um emprego e a cama confortável do seu lar, como o condenado que apareceu no jornal. Mas antes é preciso imitar um guerrilheiro, ainda que sem tática. Antes é preciso espancar um guarda municipal pra mostrar que tem fibra.
O que os "rolezinhos" mostram é uma juventude abandonada querendo produzir alguma coisa boa ou ruim, mas não sabe como nem onde. Como um peido que incha o estômago e, não dando mais pra segurar, explode num barulho fedorento, causando conflito entre o direito de peidar e o de respirar!
O que os "rolezinhos" mostram é uma juventude abandonada querendo produzir alguma coisa boa ou ruim, mas não sabe como nem onde. Como um peido que incha o estômago e, não dando mais pra segurar, explode num barulho fedorento, causando conflito entre o direito de peidar e o de respirar!
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