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SECRETÁRIO DO GOV. DA BAHIA FALA COM PRESIDIÁRIO POR TELEFONE.



James Correia, secretário da Indústria, Comércio e Mineração da Bahia afirma que o presidiário e seu amigo José Dirceu encontra-se animado e disposto com o trabalho na biblioteca da Penitenciária da Papuda. “Ele está fazendo o que gosta”, disse o secretário. Correia nega que tenha sido um privilégio o preso ter usado telefone de dentro do presídio, que é proibido. “Ele é uma das pessoas mais vigiadas na questão de não ter regalias. Em breve poderá falar ao telefone o dia inteiro, porque estará trabalhando.” Dirceu aguarda autorização para trabalhar em um escritório de advocacia em Brasília.
José Luis de Oliveira Lima, advogado de Dirceu, negou que tenha havido a conversa. “O ex-ministro José Dirceu nega enfaticamente que tenha conversado por telefone celular na semana passada com James Correia, secretário da Indústria, Comércio e Mineração do governo da Bahia. Meu cliente afirma também que tampouco recebeu qualquer visita que tenha usado o telefone celular em sua presença no interior da Papuda, o que violaria as regras para visitas no presídio, e que estuda tomar medidas judiciais cabíveis para reparação da verdade no caso”, diz a nota distribuída no início da tarde de hoje, 17 de janeiro.
A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal divulgou esta nota:
NOTA À IMPRENSA
Sobre a matéria publicada hoje (17/01) no jornal Folha de São Paulo sobre a suposta utilização de celular pelo apenado da Ação Nº 470, José Dirceu, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal esclarece que:
1) Todas as informações veiculadas por meio da matéria serão alvo de um processo administrativo disciplinar aberto na manhã de hoje. O resultado da apuração deverá transcorrer ao longo do mês de janeiro e tem um prazo de até 30 dias para ser concluído.
2) O resultado do processo será encaminhado à Vara de Execuções Penais (VEP)

O uso de celulares em presídios é comum em praticamente todas as penitenciárias. Entre chefes de quadrilha então, é indispensável. Claro que quando o condenado se diz inocente e conta com o apoio e confiança de muitos, não pode agir como um bandido confesso, não pode admitir sequer a quebra de uma norma prisional há tempos burlada pelos demais colegas da nova moradia.
Claro que tudo será apurado. A surpresa será a comprovação de que não houve uso de celular, mas sim de um telefone fixo, da mesa da administração do presídio, o que acarretaria na condenação do jornal por calúnia e difamação do honrado presidiário.

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