Pular para o conteúdo principal

BANCO CENTRAL CAÇA DEVEDORES. Grandes times de futebol, cervejarias e bancos estão na lista dos caloteiros.


Brasília, O Banco Central está à caça de R$ 39,8 bilhões de multas que estão sendo cobradas de bancos e empresas e que não entraram para os cofres do governo. O jornal O Estado de S. Paulo teve acesso à lista inédita dos principais alvos dessa operação judicial de recuperação de créditos, que inclui grandes empresas, bancos liquidados ou em funcionamento e times de futebol como Santos, Corinthians, Internacional, Fluminense e Atlético Mineiro.
A maior parte desse dinheiro que o BC tenta recuperar - R$ 24,2 bilhões - é devida por pouco mais de uma centena de empresas, instituições financeiras e pessoas físicas. De acordo com os documentos internos do Banco Central, as irregularidades mais comuns são ilícitos cambiais, principalmente de empresas importadoras e exportadoras.
Mas há casos de multas aplicadas por irregularidades no acesso aos recursos das reservas bancárias pelos bancos, omissão de informações sobre capitais brasileiros no exterior e infrações diversas praticadas por instituições financeiras, empresas de auditoria, administradoras de consórcio e empresas que atuam sem a autorização do Banco Central.
O banco está executando essa dívida na Justiça e montou uma força-tarefa de advogados para ir atrás dos devedores e do seu patrimônio. Muitas empresas encontradas eram de fachadas, de proprietários “laranjas”. Na busca dos devedores, os procuradores do Banco Central passaram a fazer cruzamentos de informações estratégicas que estão na base de dados cadastrais do próprio BC e de outros órgãos públicos, como Receita Federal, INSS, Secretarias de Segurança Pública e Ministério do Desenvolvimento e Comércio Exterior. “O importante é que se conheça o devedor e que se busquem estratégias eficientes para alcançar o seu patrimônio”, diz Isaac Sidney Ferreira, procurador-geral do BC
Das 126 ações mais relevantes, que concentram os valores mais elevados, apenas 18 estão garantidas judicialmente com bens imóveis. De acordo com o procurador, a ausência de garantias formais não compromete necessariamente a perspectiva de recuperação de crédito. “Em relação a essas ações mais relevantes, o BC detém informações estratégicas para perseguir o devedor e alcançar seu patrimônio”, assegura.
Segundo ele, o BC tinha listas “valiosíssimas” que não eram usadas - como o cadastro de correntistas, por exemplo - que mostram o relacionamento bancário das pessoas. No caso da Receita, o BC verificou que o Fisco muitas vezes está mais adiantado na localização do devedor e dos bens, o que facilita o trabalho. “Na estação de trabalho dos procuradores, temos um sistema que acessa os procedimentos instaurados no âmbito da Receita”, diz Ferreira. Depois de reconhecer enormes deficiências no trabalho de cobrança, a diretoria do BC montou em 2006 um projeto de recuperação de crédito para melhorar os resultados.
Um dos campeões de multas é o empresário do Rio de Janeiro Sérgio de Paulo Pacheco, ligado ao comércio de importação e exportação, que deve R$ 2,044 bilhões, segundo o levantamento obtido pelo jornal O Estado de S. Paulo. Ele foi multado por causa de ilícitos cambiais. A reportagem não conseguiu localizá-lo.
Entre as grandes empresas está a Schincariol, fabricante de refrigerantes e cervejas. A empresa está sendo executada na Justiça pelo BC por uma multa de R$ 4,783 milhões. O processo é anterior à compra da empresa pela japonesa Kirin, em 2011. Procurada, a empresa informou que não comenta processos jurídicos .

Fonte: Tribuna do Norte

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

ORIGEM DA LITERATURA DE CORDEL.

A partir do século XVIII, os folhetos de feira, chamados em Portugal de "folhas volantes" ou "folhas soltas", passaram a ser conhecidos também como literatura de cego, devido a uma lei promulgada por Dom João V, autorizando o comércio dos folhetos pela Irmandade dos Homens Cegos de Lisboa. Na Espanha e nos países de língua espanhola da América Latina, os folhetos de cordel são conhecidos como "pliegos sueltos" e também são chamados de "hojas" e "corridos". Especialmente na Argentina, México, Nicarágua e Peru, usando temas semelhantes aos da literatura de cordel nordestina. Na Alemanha, com a maior parte do conteúdo em prosa, eram impressos nas tipografias e vendidos nos mais diversos lugares, como universidades, igrejas, feiras, mercados, etc., com ilustrações em xilogravuras. Era comum haver indicação de melodia para o acompanhamento do folheto em versos. Há comprovação de que na Holanda do século XVII, havia o...

EDUARDO CUNHA ACUSADO DE EXIGIR PROPINA. Nervoso, Presidente da Câmara vai romper com Dilma.

Eduardo Cunha Acusado de exigir propina de 5 milhões de dólares por um delator, Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, reuniu-se com o vice-presidente da República Michel Temer para anunciar o rompimento de relações com o governo. Disse que a delação foi arquitetada pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot e que é uma “vingança do planalto”. Prometeu uma coletiva para esta sexta feira, 11 horas, quando anunciará o fim da relação. Há dois pontos que gostaria de analisar: 1 - O que significa “romper com o governo”? O presidente da Câmara deveria trabalhar visando o bem geral e não para agradar ou desagradar esta ou aquela vontade do Executivo. Os sentimentos rancorosos de Eduardo Cunha não podem influenciar nas decisões do plenário e prejudicar aprovações de projetos importantes para a sociedade somente para retaliar outro Poder. 2 – A delação premiada é um instrumento usado para facilitar as investigações. Não provar o que diz ou mentir pode não trazer ...

SE NÃO COMPARECER À POSSE, O TERMO ASSINADO POR LULA É ILEGAL.

Falsidade ideológica Art. 299.  Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante. Lula precisa estar presente na posse para que o termo seja considerado válido com a assinatura do ex-presidente.