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"SOU UMA PRESIDENTA QUE JÁ FEZ GREVE", diz a presidente Dilma em discurso durante entrega de máquinas agrícolas.



Em plena campanha eleitoral, a presidente Dilma diz entender quando o trabalhador faz greve. Talvez ela entenda tanto que nem se preocupe com os transtornos causados à população pela greve dos  funcionários dos Correios, uma estatal federal quase sucateada, desgastada com os vários escândalos de corrupção e com os prejuízos causados pela má gestão dos planos de previdência privada dos seus servidores.

“Eu queria, já que eu estou aqui, com muita felicidade em Betim - aliás, eu quero dizer que na minha juventude, eu andei bastante por aqui por Betim. Andei bastante mesmo. Participei de várias greves aqui. A vida é assim, eu sou uma presidenta que já fez greve. Então, eu entendo quando as pessoas fazem greve”, disse a presidente durante entrega de máquinas agrícolas em um dos 792 municípios mineiros que serão contemplados com as máquinas.


Em greve parcial em vários estados desde o dia 29 de janeiro, os funcionários dos Correios reclamam do descumprimento do acordo de não modificar o plano de saúde de forma unilateral firmado entre a empresa e o sindicato durante o julgamento do dissídio ocorrido no ano passado, depois de 21 dias de paralisação, . O sindicato acusa a estatal de ter criado um estatuto sem antes debater com os representantes dos funcionários.
A empresa alega que nada mudou na essência do plano, que as modificações foram para melhorar a gestão e atender as normas da ANS (Agência Nacional de Saúde).

Nada é mostrado de forma clara, nem para a imprensa nem para os trabalhadores, os principais interessados, o que poderia evitar essa greve. Uma empresa ligada ao Ministério das Comunicações, que não se comunica e é totalmente ignorada por sua chefe maior, a presidente Dilma, a grevista. Enquanto ela sai por aí entregando retroescavadeiras - o que poderia ser feito por qualquer secretário ou até por algum representante da própria cidade que recebe o benefício - população e trabalhadores sofrem com a má administração de uma empresa que até pouco tempo era considerada pelos brasileiros a instituição em que eles mais confiavam depois da família. Hoje o que se vê é uma população irritada com essas greves rotineiras, a mídia chamando de vagabundos aqueles que antes eram tratados, amados e respeitados como membros da família: os funcionários dos Correios.

Em setembro do ano passado esses profissionais pararam por 21 dias. Quatro meses depois, param novamente e já são mais 30 dias.
Será que a presidente Dilma Roussef sabe mesmo o que é uma greve? Será que ela sabe o transtorno e o prejuízo que uma grave acarreta? Será que ela sabe que os Correios são uma empresa pública federal e que ela é a gestora dessa empresa?Será que ela sabe que qualidade é um bem raro nos serviços públicos e que essa qualidade está acabando nos Correios?
Se sabe, certamente não se importa com o destino dos bens da União!




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