O cantor e compositor Caetano Veloso faz uso de um direito pelo qual lutou durante boa parte da sua vida. Polêmico, amado por uns e odiado por outros, o artista faz duras críticas a uma decisão editorial do próprio jornal que o tem como cronista. Exerce de modo inequívoco a sua liberdade de expressão, mais importante que a própria opinião.
O músico Caetano Veloso usou a sua coluna no jornal O Globo
deste domingo para defender o deputado estadual Marcelo Freixo (Psol-RJ).
"Gosto de Freixo não porque ele é do Psol. Acho que gosto um tanto do Psol
por ele abrigar Freixo", disse ele. Em seu
texto, o compositor fez duras críticas ao próprio periódico pelo conteúdo
veiculado durante o caso do cinegrafista Santiago Andrade, morto após ser
atingido por um rojão durante uma manifestação no Rio de Janeiro.
"Simplesmente me pergunto qual exatamente será a
intenção do O Globo ao estampar manchetes e editoriais induzindo seus leitores
a ligarem Marcelo Freixo aos rapazes que lançaram o rojão que matou Santiago
Andrade. A matéria publicada no dia em que saiu a chamada de capa com o nome do
deputado era uma não notícia. Nela, a mãe de Fábio Raposo, o rapaz que entregou
o foguete a Caio Souza, é citada dizendo acreditar que o filho “tem algum tipo
de ligação com Freixo”. Isso em resposta a uma possível declaração do advogado
Jonas Tadeu Nunes, que, por sua vez, partiu de uma suposta fala da ativista
apelidada Sininho. O Globo diz que esta nega. Como então virou manchete a
revelação da possível ligação entre o deputado e os rapazes envolvidos no
trágico episódio? Eu esperaria mais seriedade no trato de assunto tão
grave", escreveu Caetano no O Globo.

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