O Ministério Público, a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União descobriram que o esquema criminoso investigado pela operação Lava Jato também está em pleno funcionamento no Minha Casa Minha Vida, programa habitacional do governo federal que já recebeu R$ 278 bilhões do orçamento.
O esquema foi comprovado nos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Acre, mas pode estar em todo o Brasil, pois onde há investimento público, há corrupção.
A escolha dos beneficiários sem observar o critério social, má qualidade dos materiais, custo elevado, pagamento por serviços não prestados, fraudes na licitação, entre outras, são responsáveis por mais de 300 inquéritos investigativos.
"Vemos que o programa abriu portas para a corrupção e gastos desenfreados de dinheiro público", afirmou Edilson Vitorelli, procurador-chefe do grupo de trabalho do Minha Casa Minha Vida.
O promotor Ricardo Herbstrith, de Novo Hamburgo-RS, diz que "é exatamente a história da Lava Jato, só que em menor escala. São empresas de poderio econômico relevante que disputam contratos públicos em negociações com políticos locais. Mas o modus operandi é o mesmo de empresas multinacionais em contratos bilionários com a União".
No Acre, as empreitaras eram escolhidas entre as que apoiassem a eleição do governador Tião Viana, disse o procurador Marino Lucianelli.
(Ouça o áudio que incrimina o senador Delcídio).
A corrupção é o mal maior na administração pública. Ela está presente em tudo e reflete diretamente nas vida das pessoas, atingindo mais fortemente aqueles que dependem exclusivamente do poder público.

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