O Ministério Público Federal pediu e o juiz Sérgio Moro autorizou a quebra de sigilo telefônico do Partido dos Trabalhadores e de pelo menos 6 telefones usados pelo ex-tesoureiro João Vaccari Neto. O partido é suspeito de ocultar dinheiro desviado da Petrobras para campanhas eleitorais. Serão investigadas as conversas de 2010 a 2014, abrangendo três períodos eleitorais.
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| Vaccari, preso preventivamente |
Vaccari, que foi presidente da Cooperativa
Habitacional dos Bancários de São Paulo, fundado por uma ala do PT, é acusado de usar a Editora e Gráfica Atitude para lavar o dinheiro desviado da estatal, o que baseou o pedido de quebra de sigilo do MPF.
"No tocante à ligação da Editora Gráfica Atitude com o denunciado João Vaccari Neto com o Partido dos Trabalhadores - PT, deve-se salientar que, a partir de pesquisas em bancos de dados, verificou-se que os sócios da Editora são o Sindicato dos Empregados de Estabelecimentos Bancários de São Paulo/SP e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, de notória vinculação com o PT, sendo que Juvandia Moreira Leite, presidente do primeiro sindicato, figura como administradora da Editora", diz o parecer do MPF.


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