Dora Kramer, do Estadão, mostra que os motivos que levaram Eduardo Cunha a aceitar o pedido de impeachment de Dilma são menos importantes que os fatos gerados pelo pedido elaborado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior.
"A motivação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha,
para aceitar o pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff é o que
menos importa de agora em diante. Tenha sido técnica ou vingativa, a decisão
estabeleceu um fato e é este que prevalecerá sobre as razões de Cunha.
Do mesmo modo, há 23 anos, quando Pedro Collor denunciou a
existência de traficâncias no governo do irmão, Fernando, foi acusado de agir
motivado por ter sido preterido na partilha do butim e também em reação à
suposição de que o então presidente da República teria tido um envolvimento com
a cunhada Thereza. Além disso, Pedro foi apontado como portador de perturbação
mental.
Logo, porém, tudo isso virou acessório e às versões laterais
se sobrepôs o fato principal: o andamento do processo de pedido de
impeachment", escreveu Dora.
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| Dora Kramer |

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